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Amor Incondicional ❤️ Amor&Liberdade

Eu quero aprender a Amar mas sem prender, acho que a Liberdade é o maior vinculo e prova de Amor... Eu quero aprender a Amar sem esperar nada em troca, só dar o melhor de mim! ❤️❤️❤️💓💓🥰🙏

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07 de Dezembro, 2012

Relação em crise...

solua
"O problema torna-se mais complexo quando a pessoa de quem gostamos não é capaz de expor as suas necessidades e as suas queixas de forma assertiva, oscilando entre a passividade e a agressividade. Todos nós conhecemos casos de pessoas que optam por dizer que está tudo bem só para evitar discussões e que depois "enchem", impacientam-se e adoptam comportamentos mais ou menos explosivos. Até certo ponto é normal que isto aconteça, pelo menos de forma pontual. Mas também aqui importa que estejamos atentos e que, de forma serena, nos lembremos que numa relação é preciso cuidar, é preciso dar resposta às queixas do outro, é preciso sair da zona de conforto. Porque quem ignora as queixas do cônjuge ou escolhe minimizar a sua importância corre muito mais riscos.

Quando um dos membros do casal passa boa parte do tempo a queixar-se ou a criticar o outro, o ambiente familiar pode tornar-se muito tenso, asfixiante, e é legítimo que pelo menos uma das pessoas sinta que "assim não dá". Mas a verdade é que enquanto houver queixas é provável que ainda exista vinculação, isto é, que haja amor e, por isso, a relação vai oscilando entre períodos de discussões mais ou menos intensas e momentos de cumplicidade e carinho. É à medida que a proporção entre estes dois pólos vai ganhando contornos de uma crise que alguma coisa tem mesmo de ser feita. Isto é, quando as queixas de um crescem e não há capacidade de resposta do outro, é expectável que os gestos de afecto sejam cada vez menos frequentes e que a união e a cumplicidade que caracterizam as relações amorosas comecem a esfumar-se. Infelizmente, algumas pessoas optam por atribuir a diminuição crescente dos gestos de afecto (o simples toque, as festinhas, os abraços) a outros factores que não sejam as queixas que ficam por satisfazer. Identificam o stress do trabalho, o cansaço associado aos cuidados prestados às crianças e a própria rotina como responsáveis por um afastamento que acreditam que será temporário.

Infelizmente, quando os gestos de afecto começam a escassear e as discussões dão progressivamente lugar à aparente resignação e/ou ao sarcasmo, o casal está perante um problema muito sério. Porque quando aquele que até aí se queixava começa a desistir de “reclamar”, começa também a desvincular-se, a fechar-se sobre si mesmo (e eventualmente a olhar para fora da relação). Daí até que este cônjuge assuma que já não ama, que já não vale a pena lutar, é só uma questão de tempo.

Assim, os sinais a que devemos estar atentos prendem-se sobretudo com a forma como lidamos com os apelos do cônjuge e com a frequência dos gestos de afecto. Quando um diz que não tem qualquer vontade de fazer um carinho ao outro, a relação está oficialmente em crise."

Fonte: A Psicóloga